Integração Sensorial de Ayres
A Integração sensorial de Ayres é uma abordagem terapêutica desenvolvida pela terapeuta ocupacional A. Jean Ayres (1970). Essa terapia auxilia o cérebro a organizar e interpretar as informações que chegam dos sentidos como: tato, visão, audição, olfato, paladar, equilíbrio e consciência corporal.
Quando há dificuldades nessa integração dos sentidos, a pessoa pode apresentar:
- Problemas de coordenação motora
- Dificuldades de concentração
- Seletividade alimentar
- Hipersensibilidade (incômodo com barulhos, roupas e cheiros)
- Pouca resposta à estímulos ( não perceber dor, quedas, frio e quente)
Indicação
A terapia de integração sensorial é direcionada principalmente para crianças (mas também pode ser útil para adolescentes e adultos) que apresentam dificuldades no processamento sensorial, o que pode afetar o aprendizado, o comportamento e as habilidades sociais. Público alvo principal:
- Crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA)
- Crianças com Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH)
- Crianças com dificuldade de aprendizagem
- Crianças com paralisia cerebral ou outras condições neurológicas
- Crianças com atrasos no desenvolvimento
Para adultos, embora seja menos comum, a terapia de integração sensorial é indicada para adultos que relatam dificuldades sensoriais significativas que afetam a vida diária, como em casos de autismo, transtorno de ansiedade, transtorno de estresse pós-traumático ou mesmo em condições psiquiátricas.
Benefícios para Crianças / Jovens e Adultos / Idosos
- Melhora na organização e processamento sensorial
- Aprimoramento da autorregulação emocional e comportamental
- Fortalecimento da coordenação motora
- Facilitação da aprendizagem e do foco
- Promoção da autoestima e da confiança
- Redução de estresse e sobrecarga sensorial
- Apoio na inclusão social
- Auxílio na reabilitação e na adaptação
Atividades da vida diária (AVDs)
Atividades da vida diária (AVD) são tarefas básicas de auto cuidado, parecidas com as habilidades que aprendemos na infância. A Terapia Ocupacional trabalha as questões relacionadas às atividades de vida diária, envolvendo a higiene pessoal, banho, uso de sanitário, vestir/despir, alimentação, mobilidade funcional, descanso e sono, participação na educação, lazer e o brincar. Tendo como objetivo, alcançar a máxima independência, autonomia e autoestima de cada paciente.
Indicação
A terapia ocupacional atende qualquer pessoa que apresente alterações em seu desempenho ocupacional e/ou tenha dificuldades para realizar atividades cotidianas. Atende desde recém-nascidos até idosos.
Benefícios para crianças
- Desenvolvimento da autonomia: ao aprender a realizar tarefas cotidianas, as crianças ganham independência e autonomia.
- Promoção da rotina: a estrutura repetitiva das atividades ajuda as crianças a entender e a seguir uma rotina, essencial para seu desenvolvimento.
- Melhoria das habilidades motoras e cognitivas: atividades como escovar os dentes, vestir-se ou preparar uma refeição ajudam a desenvolver habilidades motoras finas e grossas, além de melhorar o planejamento e a execução de tarefas.
- Integração social: aprender a realizar atividades diárias permite que as crianças participem de forma mais ativa na vida familiar e na sociedade.
Benefícios para jovens/adultos
- Manutenção da autonomia e independência
- Promoção de habilidades motoras funcionais
- Facilitação da vida acadêmica e profissional (disciplina, planejamento e rotinas)
- Apoio emocional e autoestima
- Inclusão social e comunitária
- Adaptação em situações de reabilitação
Benefícios para Idosos
- Promoção da autonomia e independência
- Manutenção das funções cognitivas (atenção, raciocínio e memória)
- Estímulo da coordenação motora
- Prevenção de quedas e acidentes domésticos
- Melhora da autoestima e qualidade de vida
- Manutenção da participação social
- Adaptação em situações de doença ou reabilitação